domingo, 2 de novembro de 2025

O MEU MEDO

 

Adão de Souza Ribeiro

Mãe, eu tenho de errar

O caminho onde passo.

E nunca mais ver o luar

Também o forte abraço.

 

Acordo com o pesadelo

De perder aquele rumo

Isso tira a paz o sossego,

E joga no mar profundo.

 

Mãe, vivo amedrontado

Não durmo mais em paz

E me lembro do passado

Era criança e hoje rapaz.

 

Eu tenho medo de perder

O meu encanto e a beleza.

Se calmo o dia alvorecer,

E eu não olhar a natureza.

 

Mãe, mas eu tenho medo

Por isso, falo e não minto

Eu vou contar o segredo,

Tira logo desse labirinto.

 

Peruíbe SP, 02 de novembro de 2025.

 

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