Adão de Souza
Ribeiro
Mãe, eu tenho de errar
O caminho onde passo.
E nunca mais ver o luar
Também o forte abraço.
Acordo com o pesadelo
De perder aquele rumo
Isso tira a paz o sossego,
E joga no mar profundo.
Mãe, vivo amedrontado
Não durmo mais em paz
E me lembro do passado
Era criança e hoje rapaz.
Eu tenho medo de perder
O meu encanto e a beleza.
Se calmo o dia alvorecer,
E eu não olhar a natureza.
Mãe, mas eu tenho medo
Por isso, falo e não minto
Eu vou contar o segredo,
Tira logo desse labirinto.
Peruíbe SP, 02 de
novembro de 2025.
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