Adão de Souza
Ribeiro
Quando eu era muito pequeno
E queria um mundo encantado.
Brincava todo feliz no sereno,
Deixava tristeza quieta de lado.
Eu fazia da rua o lindo quintal
E a felicidade não
tinha limite.
A cidade com carinho fraternal
Sei que mundo igual não existe.
Dividia alegria com a molecada
Eu corria solto para lá e para cá.
Infância era uma longa estrada,
Iluminada com o brilho do luar.
Eu temia os mistérios do futuro,
Por isso os afugentava da mente
A vida não tinha o enorme muro,
O tempo era feito só do presente.
Eu só comia a fruta colhida no pé
E nadava nu na calmaria da lagoa.
Na casa da vovó tomava meu café
Crescia sem pressa, na vida à toa.
O menino pequeno, era uma ave
Que voava livre por todo sertão.
E se ela vai voltar, não se sabe.
Mas continua viva no coração!
Peruíbe SP, 16 de
novembro de 2025.
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