Adão de Souza
Ribeiro
Já não andam meus pés
E a mão que não acena.
Por onde anda minha fé
São tanta luta e dilema.
Olhar que insiste em ver
A coisa simples da vida.
E olhar o sol amanhecer,
A beleza que a luz abriga.
E o sonho que adormece
No colo tão vazio da dor.
Se o corpo faz sua prece,
Que espera ver uma flor.
Corpo desafia o mistério
Aprende a viver sozinho
Pois se nada é tão sério,
Amanhã é só o cantinho.
O inesperado dá o coice
E sem qualquer piedade
Mutila a voz como foice,
Não respeita nem a idade.
Peruíbe SP, 03 de
novembro de 2025.
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