domingo, 29 de junho de 2025

DIA DE DOMINGO!

 

Adão de Souza Ribeiro

As tardes calmas de domingo

Sem querer levava-me além.

Avô fumando seu cachimbo

Lá na igreja, o sino de Belém.

 

Mãe e o velho fogão a lenha

No terreiro, as belas galinhas

Choro, que saudade ferrenha

Lembrança da doce Terrinha.

 

Da alegre pelada de futebol,

Da brincadeira na enxurrada

Lá na lagoa, o peixe no anzol

Na estrada a grande manada.

 

Tanta farra de menino na rua,

Muita saudade daquele tempo.

Domingo feliz e a noite de lua

Como dói, choro não aguento.

 

Quando lembro fico atônico,

Diante de tanta recordação.

No coração, amor platônico,

Que o tempo, não apaga não.

 

O domingo, dia de descanso

Uma macarronada da mama.

Na árvore, a rede de balanço

Ser criança, nunca se cansa!!

 

Peruíbe SP, 29 de junho de 2025.

 

sexta-feira, 27 de junho de 2025

PRESTA ATENÇÃO!

 

Adão de Souza Ribeiro

Não me venha com desculpa

Em dizer que você não sabia

Desta persistência e da luta,

Para eu conquistá-la um dia.

 

E, por favor, não seja ingrata

Não ignora meu sentimento.

Essa dor que fica, não passa

Aperta o peito e não aguento.

 

Deve sentir orgulho do poeta,

Que vem e imortaliza no verso

Você é minha deusa e ninfeta,

Na maior beleza do universo.

 

Mulher, o amor não se brinca,

Ele, feito por Deus é tão divino

Pois há em nós, tanta química.

Assim, tudo soa como um hino.

 

Amada minha, preste atenção!

Venha amar e seja muito feliz

Vou conquistar o seu coração

Neste querer, só sou aprendiz.

 

Peruíbe SP, 27 de junho de 2025.   

segunda-feira, 23 de junho de 2025

EU TE QUERO

 

Adão de Souza Ribeiro

Toda vez que te vejo,

Coração perde o juízo

Olha, é imenso desejo

Que até perco sentido.

 

Finjo que não te quero

Nego meu sentimento.

O querer com esmero,

E sem ti, não aguento.

 

Eu sinto este teu cheiro

Que arrepia meu corpo.                                

Se me der um só beijo.

Sei, eu vou ficar louco.

 

Não me tortura assim,

Então diz que me ama.

Dou-te o meu jardim,

Será fim deste drama!

 

Peruíbe SP, 23 de junho de 2025.

 

sábado, 21 de junho de 2025

BENÇÃO DE DEUS!

 

Adão de Souza Ribeiro

O céu cobre-me de prece

Na terra brota a benção.

A natureza feliz agradece               

O vento toca uma canção

 

O rio lindo feito a artéria

Dá vida a vale e campina

Quem luta não há miséria

Fé não teme ave de rapina

 

Deus é bondade e milagre

A chuva traz uma bonança

Na vida há manhã e tarde,

Salvar, só basta confiança.

 

Vivo no Jardim do Eden,

Aqui o lugar é de alegria

A felicidade que concede

Sei que é de grande valia

Esse presente é todo meu,

O perdão só vem do eterno

Sou o instrumento de Deus

Na vida. que mais eu quero?

 

Peruíbe SP, 21 de junho de 2025.

sexta-feira, 20 de junho de 2025

ARTE DE ESCREVER

 

Adão de Souza Ribeiro

Escrevo como quem planta,

O belo pé de café, lá na roça

Preparo a terra fértil e santa

E que todo feliz, desabrocha.

 

Escrevo como um sertanejo,

Que ama e cuida da natureza

Com arado da palavra versejo

Removo o ódio, ó que dureza.

 

Escrevo como velho roceiro

Na lida de colher o alimento.

Que fala do amor derradeiro

Não se abate com sofrimento.

 

Escrevo como o bom caipira,

Esperando uma chuva chegar

As coisas que mais me inspira

São encantadas noites de luar

 

Escrevo como o poeta imortal                      

Planta numa folha do caderno

Como se fosse o belo arrozal,

Florescer na terra do eterno!

 

Peruíbe SP, 20 de junho de 2025.

terça-feira, 17 de junho de 2025

ANDAR POR AÍ

 

Adão de Souza Ribeiro

Preciso cuidar de mim

Deixar minha aventura

E andar por aí sem fim

Vivendo de amargura.

 

Eu cansado de sofrer.

Perambulo pela vida.

A pensar em mulher

Uma flor margarida.

 

Quero ser retirante,

Viver sem destino.

Sê feliz doravante,

E seja só o menino.

 

Sentir que sou puro                                       

Não tenho maldade

Medo de um escuro

E corro de maldade.

 

Eu quero é ser livre

Como longa estrada

Pois é assim se vive,

Liberdade me agrada!

 

Peruíbe SP, 17 de junho de 2025.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

AS PREMISSAS

 

Adão de Souza Ribeiro

Quem ama a rosa

Suporte o espinho

Quem ama a prosa

Nunca está sozinho.

 

Quem crê em Deus

Tem só que ter a fé.

Quem quer ir ao céu

Nunca vá de cabriolé.

 

Quem deseja ser feliz.

Contempla o universo

Seja o eterno aprendiz

Então siga meu verso.

 

Quem ama uma beleza

Quer viajar lá pelo mar

E quer viver na realeza

Como nada vai acabar.

 

Quem chora por amor,

É um eterno desiludido

Tem quer como a flor,

A espera de seu cupido.

 

Quem ama a vida

Conte com a sorte

Há quem acredita

Que não há morte.

 

Peruíbe SP, 16 de junho de 2025.

domingo, 15 de junho de 2025

MILAGRES DA VIDA

 

Adão de Souza Ribeiro

Eu acordo bem cedinho

E contemplo a natureza                                

O cantar do passarinho,

Mostra quanta beleza.

 

O meu Deus onipotente

Com amor e tanta graça

Faz a alma tão contente

Em tudo eu vejo a graça.

 

O mundo, nenhum pintor

Jamais pintou um quadro,

Com mil cores e o amor

Não usa régua e esquadro.

 

O céu repleto de estrelas

É para ser contemplado.

Nele a vida é só aquarela

Tudo feito de bom agrado.

 

Diante de tudo embriago,                                          

Fico feliz e tão estarrecido

Do mundo tomo um trago,

Busco em tudo meu abrigo

 

Peruíbe SP, 15 de junho de 2025.

sábado, 14 de junho de 2025

ETERNO CONFLITO

 

Adão de Souza Ribeiro

Eu gosto muito de jiló,

Ela gosta de amendoim

Eu não sei viver tão só,

Como pode viver assim?

 

E gosto de macarronada

Ela gosta de um ovo frito

Eu adoro toda madrugada

Ela não foge do conflito.

 

Eu sou um fã do bom sexo

Ela diz que é mulher cristã

Essa relação não tem nexo

A briga vai até de manhã.

 

Gosto de música sertaneja                            

Ela vive fazendo seu tricô

Se tomo o gole de cerveja

Ela vai para casa do vovô.

 

Eu adoro muito dançar,

Ela só vive para dormir.

Eu admiro noite de luar.

Ela nem pensa ser feliz!

 

Peruíbe SP, 14 de junho de 2025

 

O MEU DEUS!

 

Adão de Souza Ribeiro

Para mim, Deus é tudo

Uma luz na imensidão.

Ele é o sagrado escudo

Durante maior aflição.

 

Jamais temo o inimigo

Ele é a minha fortaleza

Tira das garras do Egito

Disso eu tenho certeza.

 

Sua casa não tem porta,

E muito menos a placa.

E para ele, não importa

Pois a todos ele abraça.

 

Só Deus me ama tanto,

Que me deu o seu filho

Cobriu-me com manto,

De que mais eu preciso?

 

Se eu deito no seu colo,

Ele me faz tanto carinho

De alegria, eu só choro,

E não me sinto sozinho.

 

Ele diz: Eu sou teu Deus

Com seu olhar de amor.

Eu digo: Sou o filho seu.

Assim, por onde você for.

 

Peruíbe SP, 14 de junho de 2025.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

SER CRIANÇA

 

Adão de Souza Ribeiro

O menino caminha descalço

Naquela rua de chão batido,

Dando seu majestoso abraço

Num tempo tão bom e já ido.

 

Sua cidade também brincava

De ser eterna a criança livre

Sem preocupação com nada.

Porque é assim que se vive.

 

Não tinha limite seu quintal

Tinha tamanho da inocência

Corria na chuva e vendaval,

E na vida essa é a essência.

 

Ele furava o pé no espinho,

Subia e caia do pé de manga                                

Gostava de caçar passarinho.

Hoje só sua saudade é tanta.

 

Menino, volta a ser pequeno

Antes que o seu dia escureça.

Felicidade até cabe num hino

Vá sonhar e ser alegre à beça.

 

Peruíbe SP, 13 de junho de 2025.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

DESEJO-TE

 

Adão de Souza Ribeiro

Eu sempre te quis

Fiquei a teus pés.

Só queria ser feliz

E até rezei com fé.

 

Eu sonhava contigo,

E tu pura delicadeza

Tu abraçada comigo

Era minha fortaleza.                    

 

Querer é o destino,

Não tem como fugir

A sina deste menino

E sei, és o meu elixir

 

Um desejo tão belo,

Dominava meu peito

Toda noite eu espero

De volta a nosso leito.

 

Peruíbe SP, 11 de junho de 2025.

segunda-feira, 9 de junho de 2025

A DOCE INFÂNCIA

 

Adão de Souza Ribeiro

O carrinho de rolimã

As bolinhas de gude

E de tudo eu era fã

Criança como pude

 

Brincadeira infantil,

Bem no meio da rua                                                                              

Nadar pelado no rio

Sob o brilho da lua.

 

No futebol era o tal

Guerra de mamona,

Eu nunca tive rival.

Saudade da gatona.

 

Na cantiga de roda

Tudo só era alegria

Triste fora de moda

O moleque só sorria.

 

Esse tempo não volta

E não adianta chorar.

Se te causa a revolta

Vê se acalma no mar.

 

Peruíbe SP, 09 de junho de 2025.

 

 

MEUS INIMIGOS

 

Adão de Souza Ribeiro

Deus me livre da maldade

E afugenta todos inimigos

Toda maledicência acabe,

Bondade sirva de abrigo.

 

O inimigo traveste de anjo

Comete a grande injustiça

Depois, feliz toca o banjo

E se espoja na sua carniça

 

Inimigo não tem empatia,

Por isso, ele é sem caráter.

A bondade não tem valia,

E nem o sofrer lhe abate.

 

Só a mão divina de Deus

Para vencer este carrasco

Sei estes pobres fariseus,

Cavam o próprio buraco.

 

A verdade que prevalece

Não há nada que a vence

Basta só fazer uma prece

Eu não vivo de suspense.

 

Eu não perco a minha fé

Nem que o mundo suma

Como o Jesus de Nazaré

Não temo coisa alguma.

 

Peruíbe SP, 09 de junho de 2025.

 

 

 

domingo, 8 de junho de 2025

MULHER, DEUSA GREGA!

 

Adão de Souza Ribeiro

Mulher, vem e me abraça

Dá-me o teu gostoso beijo

Meu Deus, há muita graça

O teu andar é belo solfejo.

 

Mulher, dá-me um carinho

Diga doce palavra de afeto

Pois não sei viver sozinho,

Para você, deixar é correto?

 

Mulher, dá-me este teu colo

Faz-me um gostoso cafuné.

E se não acariciar, eu choro

Sei que amar sempre dá pé.

 

Mulher, mostra teu rebolado,

Na passarela da minha mente

 E deixa este orgulho de lado

Querer-te bem é para sempre

 

Mulher, venha ser só minha,

Antes que aquela noite chega

Dar-te-ei todo afeto de rainha

Então será minha deusa grega.

 

Peruíbe SP, 08 de junho de 2025.

sábado, 7 de junho de 2025

CAUSOS DO TIÃO PAPUDO

 

Adão de Souza Ribeiro

                        As coisas que acontecem na infância, ficam marcadas para toda a vida. Por isso, há que se ter muito cuidado com tudo o que se faz ou se diz na frente das crianças. As cenas ficam gravadas para sempre no nosso engrama e não há quem remova dali.

                        Eu sempre tive o privilégio de ver e armazenar cenas lindas e agradáveis. Elas ficaram eternamente gravadas e, portanto, recorro a estes valiosos arquivos, para contar meus causos reais ou pitorescos. Gosto muito de prosear com as pessoas e posso afirmar, que essa habilidade, foi adquirida na minha sagrada Terrinha.  

                        Na pequena cidade, há um farto enredo de inesgotáveis causos, tão gostosos de se narrar. Além de agradar os ouvidos das pessoas e assíduos leitores, também servem para perpetuar a história de um povo trabalhador e humilde.

                        Eu sinto uma sede imensa, em dissertar sobre fatos ocorridos no passado, durante a infância. Ao descrever, nos pormenores cada causo ou cena, vejo que os conterrâneos viajam naquele saudoso tempo e voltam a ser crianças.

                       Continuando neste mesmo diapasão, para não ficar divagando em pequenas questiúnculas, vou contar o causo do conterrâneo, que foi batizado com o nome Sebastião Pereira, mas carinhosamente conhecido por “Tião Papudo”.

                        Não sei se em outras querenças, existe uma peça desse naipe, como na minha Terrinha. Creio que esse privilégio é só nosso. Graça à Deus, porque só assim tem mais graça. Acho que o atento leitor, mesmo sendo de outras plagas, está curioso.

                        Bem, vamos lá. O personagem é uma pessoa de porte mediano e meio calvo. Tem um jeito engraçado de andar e falar. Todos gostam dialogar com ele e, por isso, está sempre rodeado de ouvintes, para escutarem suas lorotas.

                        O único problema é que ele carrega e valoriza demais as suas histórias, querendo que todos acreditem, sem questionarem. Talvez, seja por isso, que os conterrâneos se sentem atraídos. Durante a conversa, os interlocutores o provocam, a fim de que o enredo se alongue mais e a história fique mais agradável.

                        Ao contar as suas aventuras, usava sempre o superlativo e dizia que o que ele fazia, era o melhor, sem concorrente à altura de sua habilidade. Por exemplo, o peixe fisgado na lagoinha, localizada no “Sitio Arrotéia”, era do tamanho do tubarão. Disse que ao puxar o baita peixe, o anzol envergou, porém, não quebrou.

                        Arrotando vantagem, disse que domou um boi, muito valente e assassino, que já matou muita gente. Que foi inspirado na sua bravura, que a dupla sertaneja Tião Carreiro e Pardinho, escreveu a moda caipira, intitulada “Boi Soberano”.

                        Enfrentou dois homens armados, no “Bar Pague Menos” e durante o entrevero, acabou matando o dois forasteiro. Parecia um filme de faroeste, completou Tião Papudo. Não aceitava que alguém dissesse que tudo aquilo era uma mentira. Estava tão convencido da sua mentira, que até ele acreditava nela.

                        Jogando futebol, no campo que ficava atrás da Delegacia de Polícia, marcou um gol de bicicleta, estando no meio do campo. Disse que até hoje, o goleiro procura saber quem deu aquele chute tão certeiro. Se Pelé tivesse assistido aquele lance, tiraria a coroa de “Rei do Futebol” e, humildemente, entregaria a ele, rendendo homenagem. O Pelé deixaria de ser rei e se tornaria um vassalo.

                        Por volta da meia noite, passando ao lado do cemitério viu e ouviu duas caveiras fazendo algazarra, atrapalhando o sono e descanso das caveiradas. Aproximou-se das desordeiras e mandou elas irem deitar, cada uma em sua catacumba. Não é que elas obedeceram, disse ele sorrindo.

                        Estando no mato e na caça de codorna, na companhia de Sabino, exímio caçador da Terrinha, deparou com uma cobra sucuri, engolindo um bezerro. Já estando a presa pela metade na boca da serpente, o Tião Papudo disse que segurou a serpente pelo guizo e fez com que ela vomitasse o pobre do bezerrinho ainda com vida. A cobra revoltada, olhou para ele e disse: “Ah para meu! Você é um estraga prazer.

                        Lá na Terrinha é do conhecimento de todos, que embora Sebastião Pereira arrota vantagem por todos os lados, ele não é bom em nada, nem no “sapeca iaiá”. Por isso, dona Catarina, sua esposa, deu-lhe de presente um par de chifres.

                        Será que quando ele souber e, para não ficar por baixo, dirá: "Minha antena parabólica é a maior e melhor do mundo. Ela consegue até captar o sinal dos satélites, lançados pela NASA.”

                        Meu povo, por hoje chega de tanto papo, pois há muitas histórias de “Tião Papudo”. Depois, numa outra oportunidade, proseamos mais, sobre os causos da amada Terrinha.

 

Peruíbe SP, 07 de junho de 2025.

                       

terça-feira, 3 de junho de 2025

TUA AUSÊNCIA

 

Adão de Souza Ribeiro

Nada é como antes,

Depois que te perdi.

A felicidade distante

Deus sabe como vivi.

 

Vida não tem sentido,

Alegria perde a beleza

Sou um pobre menino

Triste sem a princesa.

 

Sonhos vão embora,

Aqui só fica saudade.

Coração quieto chora

Tempo da mocidade.

 

E viver sem ti tortura,

A vida perde o brilho.

Eu lembro da tua jura

Sinto-me o andarilho.

 

Amor por favor, volta

Traga-me teu sorriso.

Deixo aberta a porta,

Disso que eu preciso.

Peruíbe SP, 03 de junho de 2025.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

TU ME IGNORAS

 

Adão de Souza Ribeiro

Por que não me quer

Se eu te quero tanto.

Se és a minha mulher,

Que eu te quero tanto.

 

Por que tu me evitas,

Foge do meu abraço.

Se te dou minha vida

De amor te satisfaço.

 

Por que tu me ignoras

E finge que não me vê,

Mas eu não vejo a hora

De parar de tanto sofrer.

 

Por que me faz o ciúme,

Se eu fico deveras triste.

Sinto cheiro do perfume

Mas amor sincero existe.

 

Por que não dá teu beijo

E os teus lábios sedentos

Sacia estes meus desejos

Pois, amor, não aguento.

 

Por que tu não me tocas,

E nem sentir o teu corpo.

Este teu suor me provoca,

Sem ti, morro de desgosto.

 

Peruíbe SP, 02 de junho de 2025.

domingo, 1 de junho de 2025

MINHA INFÂNCIA

 

Adão de Souza Ribeiro

Por onde anda minha infância

Que já há muito tempo se foi?

Ela era menina com elegância

Hoje só lembrança, como dói.

 

Eu sinto falta das brincadeiras

Dos namoricos só de mentira.

E da batata doce na fogueira.

Ia beber muita água na bica.

 

Eu correndo alegre pela rua,

Brincar de tudo e pula corda,

Pensar que a alegria perpetua

E não sonha, menino, acorda

 

Infância, eu escrevo no verso

Tudo que sempre sinto por ti

Se de saudade eu vivo imerso

É pelos bons tempos que vivi.

 

Infância, porque fui te deixar,

Tua doce falta aperta em mim

E sei, um dia eu volto para lá,

Como é belo eu te amar assim.

 

 Peruíbe SP, 01 de junho de 2025.