quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O MATUTO

                                                                                               Adão de Souza Ribeiro

Eu sou um matuto,

Disso eu me alegro

Se sistema é bruto.

Eu não me envergo.


Jamais temo a luta,

Aprendi lá na roça,

Importa a conduta.

Se rude leva coça.


A vida não perdoa

E tem que ser reto 

Como boa pessoa.

Homem predileto.


Não seja o trouxa,

Tenha sagacidade.

Vaca que é mocha

Não vai na cidade.


Com seu trejeito,

Pessoa simplória

Traz no seu peito

A eterna história,


Chama de caipira,

Vê, não se zanga.

É feito a curruíra,

Só canta e dança.


Matuto, o menino

Se vive no sertão,

Siga o seu destino

Nunca muda não!


Peruíbe SP, 26 de agosto de 2026.



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