Adão de Souza Ribeiro
Eu sou um matuto,
Disso eu me alegro
Se sistema é bruto.
Eu não me envergo.
Jamais temo a luta,
Aprendi lá na roça,
Importa a conduta.
Se rude leva coça.
A vida não perdoa
E tem que ser reto
Como boa pessoa.
Homem predileto.
Não seja o trouxa,
Tenha sagacidade.
Vaca que é mocha
Não vai na cidade.
Com seu trejeito,
Pessoa simplória
Traz no seu peito
A eterna história,
Chama de caipira,
Vê, não se zanga.
É feito a curruíra,
Só canta e dança.
Matuto, o menino
Se vive no sertão,
Siga o seu destino
Nunca muda não!
Peruíbe SP, 26 de agosto de 2026.
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