quinta-feira, 13 de agosto de 2026

FÊMEA SEM PUDOR

 


Adão de Souza Ribeiro

Ela não tem um pudor

Nem papas na língua.

E por isso causa furor

Se ela parece distinta


O seu corpo tem fogo

Não se apaga nunca.

Quem deseja é louco

O amor não confunda


Ela deseja um macho

Para seu doce deleite

E ser só um capacho.

Que com ela se deite.


Se veste de granfina,

E desfilando pela rua  

O andar não desafina

Parece uma cacatua.


Ela atrai a sua presa

Para seu belo ninho.

E a garra da tigresa

Devora o coitadinho.


Se pensa ser o dono

Dum corpo atraente

Não perca seu sono

Acorda se é tempo. 


E se alguém cobiça,

Sua fêmea desejada

É somente uma isca

Lá vai na enxurrada.


Peruíbe SP, 13 de agosto de 2026.


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