Adão de Souza Ribeiro
Meu filho, vem cá,
Eu quero o abraço.
Antes que você vá.
E rompa esse laço.
Filho, dá seu beijo,
Neste velho rosto.
E a falta do cheiro
Dá muito desgosto
Não me abandona
Só aqui nesta vida.
E a dor vem a tona
Em nada se explica
O trecho é longo
O tempo é curto.
Dá-me o ombro,
Senão eu surto.
Dá-me o ouvido
Quero conversar
O sexto sentido,
Quer profetizar.
Filho, sê grato
A vida é frágil.
Um dia passo,
E nada é fácil.
Peruíbe SP, 25 de agosto de 2026.
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