Adão de Souza Ribeiro
Não aprisiona o meu sonho
E, por favor, deixe ele voar.
Pois eu jamais me oponho,
Ele vai em qualquer lugar.
Ele precisa ser muito livre,
Como um verso da poesia
E, por isso, jamais o prive,
De poder ser feliz um dia.
O sonho é o como vento,
Seu bailar não tem limite
Não apega a casamento,
Nem com dedo em riste.
Sonho é um passarinho,
Que flutua na imensidão
Gosta de partir do ninho,
E voar só por aí, em vão.
Sou só poeta sonhador,
Jamais abro mão disso.
A vida é jardim em flor,
Por isso, que sobrevivo.
Sonhar é um ato nobre,
Ele é só presente divino
Por favor, não me cobre
Por ser o pobre menino.
Jamais corte suas asas,
Para satisfazer seu ego.
Corpo frágil é sua casa,
Felicidade é o voo cego.
Peruíbe SP, 11 de abril de 2026.
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