Adão de Souza Ribeiro
Ao ver sua foto,
Meu olho chora.
Nela eu já noto,
A cor da aurora.
Imagem é vida,
Em movimento
Algo se explica.
Eu não aguento.
A foto sem cor,
Traz a saudade
Do velho amor
Não tem idade.
Marca o tempo
Que longe vai.
É como vento,
Não volta mais
E nela a amada,
Sorri para mim.
Feliz me agrada
O amor sem fim.
Seu olhar expia
O tempo passa.
A noite vira dia
Vida acha graça.
Ela é mais bela,
Naquela pintura
É feita aquarela.
Deus, a loucura.
Foto imortaliza,
Por isso admiro
Minha Monalisa
No velho papiro.
Peruíbe SP, 11 de abril de 2026
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