sexta-feira, 24 de abril de 2026

O FARO FINO (Parte II)

                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Adão de Souza Ribeiro


Eu admito que sou devorador de romances policiais, de autores como: Sir Arthur Conan Doyle, Agatha Christie, Umberto Eco, Dashiell Hammett, dentre outros. Também, de filmes como: Dallas, Kojak, Columbo,  Law and Order, Investigação Criminal, Arquivo-X, CSI - Miami, etc. e tal.  

Uma coisa é ter conhecimento de histórias policiais, criadas por renomados romancistas e cineastas; outra coisa, é ouvi-las de quem as vivencia na vida real. Os relatos de Adriano encantam as pessoas, que acreditam no policial abnegado, que, muitas vezes, abre mão da família ou do lazer para defender a sociedade.

Durante suas narrativas, ele demonstrou certa decepção com a Instituição Policial através dos colegas de profissão. Ele abaixou a cabeça, respirou fundo e confessou: “O que me entristece é saber que, enquanto eu trabalho com dedicação, para esclarecer os crimes, meus colegas chafurdam em corrupção, mancomunados com bandidos da pior estirpe.” 

Não existe vara de condão, para solucionar crimes, mas, sim, muito suor, dedicação, vocação e tirocínio. Esses predicados, Adriano - Faro Fino - tem de sobra. O motivo e autoria vem à tona em tempo record. Pergunta-se: “Mas como isso acontece?” Amor a profissão e muita técnica. simples assim!

Quando ouço Adriano narrar sobre crimes hediondos e inéditos, onde, graças a sua competência, tiveram êxitos no esclarecimento, fico embriagado e encantado com as histórias. Ao iniciar investigações, ele tem por premissa: Investigue sempre o improvável e não se preocupe com o previsível. 

Na maioria das vezes, indícios ou provas estão em pequenos detalhes, colhidos pelo policial. Eles podem direcionar os caminhos a serem seguidos, com grande porcentagem de acerto. “Eu, por exemplo, sinto que o espírito da vítima caminha ao meu lado, indicando as provas e as testemunhas a serem abordadas. Uma vez preso o autor, o espírito descansa em paz, por saber que justiça foi feita.”, complementou o dileto policial.

                   O Laudo Necroscópico é fundamental para delinear como o crime aconteceu e, também, se houve requintes de crueldade antes da morte. Ele ajuda a Justiça imputar a quantidade de pena a ser cumprida pelo réu.

Antes de narrar as histórias policiais, estou descrevendo a personalidade do amigo e as técnicas desenvolvidas por ele. Eu sei que são raros os profissionais com tamanha aptidão como Adriano. Infelizmente a Instituição Policial, valoriza os funcionários “maçanetas”, ou seja, aqueles que só servem para abrir e fechar porta aos superiores hierárquicos.

Também aqueles que vão à delegacia, apenas para cumprirem horário e que são chamados de “mão cansada”, pois não servem para nada. O pior de tudo é que essas pessoas, isto é, os maçanetas e os mão cansada que envergonham a classe policial, são os primeiros a serem promovidos.

O crime de homicídio é considerado o mais grave, pois a pena começa com vinte anos de reclusão. Quando o policial o trata como um crime qualquer, demonstra insensibilidade com o valor da vida humana.

Levar o homicida aos cárceres é dever de quem luta pela justiça. Adriano, o Faro Fino, goza a honraria de ser um dos grandes e renomados policiais. A sociedade local ganha com sua dedicação e responsabilidade em preservar a segurança e justiça.



Peruíbe SP, 24 de abril de 2026.



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