Adão de Souza Ribeiro
O tempo é o senhor da razão. Só ele é capaz de curar as feridas e colocar as coisas no devido lugar. Às vezes, é preciso atravessar o deserto da solidão, para encontrar o oásis cheio de vida. Na travessia do deserto, nós amadurecemos.
Ao sonhar com a felicidade, nos iludimos demasiadamente com falsos amores. Sem perceber, podemos cair num despenhadeiro e nos arrebentarmos. Quando acordarmos para a realidade, já é tarde.
Por isso, é preciso avaliar as decisões, porque trocar o certo pelo duvidoso, não passa de tamanha burrice. Deus nos deu o livre arbítrio, mas, nem por isso, devemos abusar da liberdade de escolha. É preciso pensar e repensar, antes de decidir.
Ao sofrer a queda, nos faz levantarmos e nos tornarmos mais fortes. Os tropeços da vida, são parte do nosso crescimento interior. Não se sinta envergonhado por fracassar,
O fracasso das escolhas e decisões, podem ferir nossa alma e nosso coração de morte. Porém, isso faz parte da moldagem da nossa moral e do nosso comportamento. É a vida ensinando novos caminhos e é só seguir o trajeto, sem pestanejar.
A solidão e o abandono são o salário que pagamos, por acreditarmos nas ilusões da vida. A pergunta é: “Será que vale a pena correr o risco?” Por isso, não devemos culpar nossos ilusionistas por nos enganarmos, sem dó e nem piedade.
Nem tudo que reluz é ouro. Portanto, não nos encantamos com falsas promessas de felicidade. Quando vem a decepção, já estamos despedaçados e não tem como se recompor do estrago. Depois, não adianta chorar o leite derramado. Pense nisso!
Sonhar é preciso, mas sonhe com os pés no chão. Não divague com sonhos impossíveis e inalcançáveis. Ouça o conselho do subconsciente e a voz da razão. Parar e ouvir, nunca é demais. Sendo assim, não vamos errar ou se enganar. Essa é a verdadeira regra.
"Viver é isso: ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências.", dizia Jean-Paul Sartre, filósofo e critico francês sendo considerado um dos maiores pensadores do Século XX.
As feridas deixadas pela péssima escolha, não cicatrizam e deixam sequela permanente na vida. Elas abalam nosso psicológico e enfraquecem a auto-estima. Não devemos nos encantar com ideias mirabolantes de eterna felicidade e bem-estar.
Nós sabemos que errar é humano, porém, permanecer no erro é burrice. Tudo há de ser um eterno aprendizado. Ao passar nossa experiência ao próximo é sinônimo de humildade. Preparar as pessoas para não caírem no mesmo despenhadeiro é divino e digno de reconhecimento humano.
Ao acreditarmos na escolha de falsas promessas de felicidade, damos um tiro no escuro. Deus nos livre de continuarmos cegos, diante da realidade.
Peruíbe SP, 29 de setembro de 2026.
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