Adão de Souza Ribeiro
Você mora na casa
Coloca toda mobilia
Protege sua família
Debaixo desta asa.
E abre toda a porta
Também sua janela
Com chá de canela
Alegria transborda.
E verde é a parede,
Telhado é de zinco.
Chão belo e limpo,
A cama é de rede.
Lamparina na sala
Veja altar do santo
O seu amor é tanto
Tristeza não abala.
Nas noites de lua,
Casa feliz dorme,
No sono enorme,
Na calma da rua.
Um dia você vai,
Mas sua casa fica.
E presa só na viga
Você será só o pai.
Ela não tem chave,
Vive sempre aberta
E tem uma coberta,
No descanso suave.
Você é o inquilino,
Mora só um tempo
Vive como o vento
Assim sem destino.
Peruíbe SP, 24 de maio de 2026.
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