domingo, 24 de maio de 2026

O INQUILINO

                                                                                               Adão de Souza Ribeiro

Você mora na casa

Coloca toda mobilia

Protege sua família

Debaixo desta asa.


E abre toda a porta

Também sua janela

Com chá de canela

Alegria transborda.


E verde é a parede,

Telhado é de zinco.

Chão belo e limpo,

A cama é de rede.


Lamparina na sala

Veja altar do santo

O seu amor é tanto

Tristeza não abala.


Nas noites de lua,

Casa feliz dorme,

No sono enorme,

Na calma da rua.


Um dia você vai,

Mas sua casa fica.

E presa só na viga

Você será só o pai.


Ela não tem chave,

Vive sempre aberta

E tem uma coberta,

No descanso suave.


Você é o inquilino,

Mora só um tempo

Vive como o vento

Assim sem destino.


Peruíbe SP, 24 de maio de 2026.


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