domingo, 17 de maio de 2026

VIDA SEM RAZÃO

                                                                                                   Adão de Souza Ribeiro

Que vida besta,

Viver sem razão

Olhar pela fresta

Dias que se vão.


Corpo não anda

O olhar ao longe.

Alegria foi tanta,

Ela está aonde?


Passa o tempo,

O sonho passa

O andar é lento

Não tem graça.


O dia vira noite

A noite vira dia

Vento é açoite,

Feito a agonia.


Céu não brilha 

Sem vagalume

Perco na trilha, 

Sem o costume


E sem destino,

Ando a esmo.

Sou o menino

Que me vejo.


A luz não mais

Amanhã se foi

Viver tanto faz

Sei, como dói.


Peruíbe SP, 17 de maio de 2026


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