Adão de Souza Ribeiro
Que vida besta,
Viver sem razão
Olhar pela fresta
Dias que se vão.
Corpo não anda
O olhar ao longe.
Alegria foi tanta,
Ela está aonde?
Passa o tempo,
O sonho passa
O andar é lento
Não tem graça.
O dia vira noite
A noite vira dia
Vento é açoite,
Feito a agonia.
Céu não brilha
Sem vagalume
Perco na trilha,
Sem o costume
E sem destino,
Ando a esmo.
Sou o menino
Que me vejo.
A luz não mais
Amanhã se foi
Viver tanto faz
Sei, como dói.
Peruíbe SP, 17 de maio de 2026
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