quinta-feira, 23 de outubro de 2025

SABER FINGIR

 

Adão de Souza Ribeiro

O poeta sabe fingir

Fingir sem medida

Chora aqui e ri ali.

São coisas da vida.

 

Se sofre, diz amar

E no amor se cala.

Na magia do luar,

Vive noite de gala.

 

E usa uma palavra,

Para gritar sua dor.

Antes que se acaba

Beija sua linda flor.

 

E busca na poesia,

A paz que não tem

Mas foge cada dia

Do sonho também.

 

Fingir sabe o poeta,

Que faz a vida bela

E uma coisa é certa:

Sua arte será eterna!

 

Peruíbe SP, 23 de outubro de 2025.

 

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