Adão de Souza
Ribeiro
O poeta sabe fingir
Fingir sem medida
Chora aqui e ri ali.
São coisas da vida.
Se sofre, diz amar
E no amor se cala.
Na magia do luar,
Vive noite de gala.
E usa uma palavra,
Para gritar sua dor.
Antes que se acaba
Beija sua linda flor.
E busca na poesia,
A paz que não tem
Mas foge cada dia
Do sonho também.
Fingir sabe o poeta,
Que faz a vida bela
E uma coisa é certa:
Sua arte será eterna!
Peruíbe SP, 23 de
outubro de 2025.
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