Adão de Souza
Ribeiro
A chuva mansa no telhado,
Em noites de doce encanto
Me leva à coisa do passado
De saudade eu choro tanto.
Eu viajo feliz pela infância
Os bons tempos de outrora
Da relva só uma fragrância,
Algo que eu só sinto agora.
Se a suave canção da chuva,
Ninava minha noite de sono
A mão carinhosa como luva
E me tira do triste abandono.
Como mãe, acaricia a terra.
Para brotar a linda natureza
E vejo bem do alto da serra
A nuvem cheia de riqueza.
No telhado, a chuva mansa
Neste seu cantar de inverno
Toca na relva, não se cansa
De abençoar o meu verso!!
Peruíbe SP, 28 de
outubro de 2025.
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