terça-feira, 28 de outubro de 2025

A CHUVA

 

Adão de Souza Ribeiro

A chuva mansa no telhado,

Em noites de doce encanto

Me leva à coisa do passado

De saudade eu choro tanto.

 

Eu viajo feliz pela infância

Os bons tempos de outrora

Da relva só uma fragrância,

Algo que eu só sinto agora.

 

Se a suave canção da chuva,

Ninava minha noite de sono

A mão carinhosa como luva

E me tira do triste abandono.

 

Como mãe, acaricia a terra.

Para brotar a linda natureza

E vejo bem do alto da serra

A nuvem cheia de riqueza.

 

No telhado, a chuva mansa

Neste seu cantar de inverno

Toca na relva, não se cansa

De abençoar o meu verso!!

 

Peruíbe SP, 28 de outubro de 2025.

 

 

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