terça-feira, 21 de outubro de 2025

O VOO

 

Adão de Souza Ribeiro

Você me deixa voar,

Com as próprias asas

Singrar o imenso mar

De volta a minha casa.

 

O voo deve ser livre,

Levado só pelo vento

E ao longo do tempo,

Um sonho sobrevive.

 

E me deixa lá do alto,

Ver a beleza deste céu

Contemplar o planalto

Sob esses cansados pés


Se eu der voo rasante,

Para provar habilidade

E você não se espante,

É só coisa da liberdade.

 

Eu sou como pássaro,

Para voar sem direção

Eu perco e só me acho

Se eu viver na solidão.

 

Sonhar é como um voo,

Não se prende a regras.

Se lá no alto eu me doo

Poesia feliz se entrega.

 

De mim não tenha pena

Dá-me direito de viver.

A felicidade será plena

Ver a casa ao anoitecer!

 

Peruíbe SP, 21 de outubro de 2025.

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