Adão de Souza Ribeiro
Você me deixa voar,
Com as próprias asas
Singrar o imenso mar
De volta a minha casa.
O voo deve ser livre,
Levado só pelo vento
E ao longo do tempo,
Um sonho sobrevive.
E me deixa lá do alto,
Ver a beleza deste céu
Contemplar o planalto
Sob esses cansados pés
Se eu der voo rasante,
Para provar habilidade
E você não se espante,
É só coisa da liberdade.
Eu sou como pássaro,
Para voar sem direção
Eu perco e só me acho
Se eu viver na solidão.
Sonhar é como um voo,
Não se prende a regras.
Se lá no alto eu me doo
Poesia feliz se entrega.
De mim não tenha pena
Dá-me direito de viver.
A felicidade será plena
Ver a casa ao anoitecer!
Peruíbe SP, 21 de
outubro de 2025.
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