sexta-feira, 31 de outubro de 2025

O VENTO

 

Adão de Souza Ribeiro

O vento não erra o caminho,

Ele voa suave e bem sozinho

Não se prende a nada é livre,

Viaja leve, assim que se vive.

 

Lá do alto, ele vê o horizonte

Saúda seu amanhã e o ontem

Brinca com a leveza da alma

Voa sem pressa e com calma

 

Seu sopro é divino e tão leve

Viagem é pura e muito breve

Só um passeio pelo universo

E que desvenda a cada verso.

 

Se com graça toca as estrelas

Na magia de tantas centelhas

E não se prende com amarras

E não tem rumo e nem casas.                                                                            

 

Não tem forma e não se define

Ele é onipresente e tão sublime

Sempre será ar em movimento,

Amor em forma de sentimento.  

 

Peruíbe SP, 31 de agosto de 2025.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

A CHUVA

 

Adão de Souza Ribeiro

A chuva mansa no telhado,

Em noites de doce encanto

Me leva à coisa do passado

De saudade eu choro tanto.

 

Eu viajo feliz pela infância

Os bons tempos de outrora

Da relva só uma fragrância,

Algo que eu só sinto agora.

 

Se a suave canção da chuva,

Ninava minha noite de sono

A mão carinhosa como luva

E me tira do triste abandono.

 

Como mãe, acaricia a terra.

Para brotar a linda natureza

E vejo bem do alto da serra

A nuvem cheia de riqueza.

 

No telhado, a chuva mansa

Neste seu cantar de inverno

Toca na relva, não se cansa

De abençoar o meu verso!!

 

Peruíbe SP, 28 de outubro de 2025.

 

 

domingo, 26 de outubro de 2025

NOSSO OCEANO

 

Adão de Souza Ribeiro

Entre nós há um oceano.

Tão profundo tão calmo,

E vive por aí, sem plano.

A acordar de sobressalto.

 

Nele navega uma canoa.

Singrando noite a dentro

Seu sonho leva na proa.

Flutua levada no vento.

 

As ondas beijam a praia

Buscam o calor da areia,

E antes que a noite caia,

A tristeza vem e rodeia.

 

Vento sopra de noroeste

Leva amor para o norte.

Tenho fé e rezo a prece

Sou feliz e tenho sorte.

 

O oceano é tão imenso,

Como a nossa distância

Mas a saudade eu penso

Cadê minha esperança?

 

Peruíbe SP, 26 de outubro de 2025.

 

NO CHUVEIRO

 

Adão de Souza Ribeiro

Oh mulher, vem comigo

Debaixo deste chuveiro.

E com vontade consigo,

Ficar aqui o dia inteiro.

 

A água desliza na pele,

Banha o corpo moreno.

O desejo ardente pede,

Este olhar bem sereno.

 

Sua respiração ofegante

Voz tão pausada e rouca

Provoca a todo instante,

O beijo frenético na boca.

 

O seio tremulo e excitado,

Sente calor do meu corpo.

Deixa o seu pudor de lado.

Vem em busca só do gozo.

 

Molhado está o lindo sexo,

Carente pede amor à carne.

Se tudo é puro e desconexo

Geme baixo, não faz alarme.

 

Vem sussurrar neste ouvido,

Frases lindas e provocantes.

Seus braços nada é proibido

Sou sua mulher e sua amante


E logo o chuveiro ela fecha,

Se cobre com a tolha macia.

Seca com calma a madeixa.

Alma transborda de alegria.

 

Vai pra cama, bem quietinha,

Coração dispara, faz tum tum

Quando sem estar de calcinha

Sente eu tocar o seu bumbum.

 

Peruíbe SP, 26 de outubro de 2025.

 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

EU SOU EU

 

Adão de Souza Ribeiro

Eu sou meio esquisito

Não queira me definir.

Se me apertar eu grito

Não sou de lá e daqui.

 

Eu sou filho da dúvida

E vivo entre perguntas

E tem a fantasia lúdica

A mente está em luta.

 

Sou cheio de mistério

E nem eu me entendo

Não levo nada a sério

Num mundo horrendo

 

Crê, sou dois em um,

Mudo fácil de opinião.

Não sou o ser comum,

Tenho o bom coração,

 

Levo essa vida suave.

E quem comigo viveu

Com toda certeza sabe

Na verdade, eu sou eu!

 

Peruíbe SP, 24 de outubro de 2025.

 

 

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

SABER FINGIR

 

Adão de Souza Ribeiro

O poeta sabe fingir

Fingir sem medida

Chora aqui e ri ali.

São coisas da vida.

 

Se sofre, diz amar

E no amor se cala.

Na magia do luar,

Vive noite de gala.

 

E usa uma palavra,

Para gritar sua dor.

Antes que se acaba

Beija sua linda flor.

 

E busca na poesia,

A paz que não tem

Mas foge cada dia

Do sonho também.

 

Fingir sabe o poeta,

Que faz a vida bela

E uma coisa é certa:

Sua arte será eterna!

 

Peruíbe SP, 23 de outubro de 2025.

 

O ABANDONO

 

Adão de Souza Ribeiro

A vida desistiu de mim

Mas nem sei o porquê

E só disse que é o fim,

Não quero mais você.

 

Levou todos os sonhos

Tirou o meu caminhar.

Hoje vivo enfadonho,

Só em qualquer lugar.

 

A vida virou as costas

Pois me deixou ao léu.

De mim, quem gosta?

Solidão será meu véu.

 

Mas se vivo sozinho,

Jamais é uma escolha

Sou como passarinho

Preso só nesta bolha.

 

Só Deus tem piedade

Do meu triste destino

Chega o fim da idade

Sonho desse menino.

 

Peruíbe SP, 23 de outubro de 2025.

 

 

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

MEU QUERER

 

Adão de Souza Ribeiro

Quero beber esse mel

Que vem da sua boca.

Até eu chegar ao céu,

Nessa vontade louca.

                                                           

Quero ver a sua alma

Emergir da entranha.

A alegria bate palma

Felicidade é tamanha.

 

Quero saciar o desejo

A devorar por dentro.

E sem amar não vejo

Assim, não aguento.

 

Quero tocar o corpo,

E sentir o seu cheiro

Atracar no seu rosto,

Feito um marinheiro.

 

Quero ter seu abraço

Ver beleza do fulgor

Seguir a cada passo,

Por onde você for!!

 

Peruíbe SP, 22 de outubro de 2025.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

O VOO

 

Adão de Souza Ribeiro

Você me deixa voar,

Com as próprias asas

Singrar o imenso mar

De volta a minha casa.

 

O voo deve ser livre,

Levado só pelo vento

E ao longo do tempo,

Um sonho sobrevive.

 

E me deixa lá do alto,

Ver a beleza deste céu

Contemplar o planalto

Sob esses cansados pés


Se eu der voo rasante,

Para provar habilidade

E você não se espante,

É só coisa da liberdade.

 

Eu sou como pássaro,

Para voar sem direção

Eu perco e só me acho

Se eu viver na solidão.

 

Sonhar é como um voo,

Não se prende a regras.

Se lá no alto eu me doo

Poesia feliz se entrega.

 

De mim não tenha pena

Dá-me direito de viver.

A felicidade será plena

Ver a casa ao anoitecer!

 

Peruíbe SP, 21 de outubro de 2025.

domingo, 19 de outubro de 2025

A ESPERA

 

Adão de Souza Ribeiro

Esperei e você não veio

Contou as mil desculpas

Gaguejou, me fez rodeio

E acha a ausência justa?

 

Arrumei toda minha casa

Preparei o saboroso café

Me cuidei, não fiz pausa.

Sonhei a chegada com fé.

 

Eu olhei em cada detalhe

E não deixei faltar nada.

Para que ânsia atrapalhe,

O momento com a amada.

 

Vesti uma roupa tão linda,

Cortei cabelo e fiz a barba.

Para dizer: Seja bem vinda

Que de mim, ela se agrada.

 

Como esperei sua chegada,

Ali no sofá e de olho na rua.

Mas o dia virou madrugada,

Adormeci com saudade sua!

 

Peruíbe SP, 19 de outubro de 2025.   

FICA AQUI, AMOR!

 

Adão de Souza Ribeiro

Se eu te pedir um chamego,

Vem correndo e me atenda.

Não vá embora, pois é cedo

Abraça-me, ó minha prenda.

 

Vem e deixa o mundo lá fora

E aqui comigo é bem melhor.

Então a faço feliz a toda hora,

Se quiser desperto o seu calor.

 

Mas se eu desejar a sua nudez

Mulher despe agora sem medo.

Faça como a linda Afrodite fez

Quero desvendar o seu segredo.

 

Vamos nos saciar só de prazer

Para fazer do leito nosso altar.

Sem se notar o dia amanhecer,

E ter como testemunha o luar.

 

Só quero tocar este seu corpo,

Beber o néctar deste seu lábio

E sentir na respiração o gosto,

De um sonho e não de fadário.

 

Meu amor, por favor, fica aqui.

A noite encantada, feito criança

Adora o prazer e eu cuido de ti.

E sonhar contigo não me cansa!

 

Peruíbe SP, 19 de outubro de 2025.

 

sábado, 18 de outubro de 2025

AMOR ME BASTA

 

Adão de Souza Ribeiro

Seus beijos e os abraços,

São centelhas de carinho.

Meu Deus, o que eu faço?

Pois não sei viver sozinho.

 

Este seu calor me aquece

Seu cheiro só me alucina.

Porém se o dia anoitece,

Vejo o olhar de menina.

 

Deus fez linda e mulher,

E enfeitou o meu jardim

É a flor do bem me quer.

E deu você só para mim.

 

Nas tardes de primavera,

Encanta esse meu mundo

Meu Deus, quem me dera

Ter o seu amor profundo.

 

Mas se essa noite ficar fria,

Meu corpo sentir sua falta.

Afugentará minha agonia,

A sua presença me basta.

 

Seu chamego e seu afeto,

Me faz sonhar e ser feliz.

Que me importa o resto,

Se tenho meu amor aqui!

Peruíbe SP, 18 de outubro de 2025.

 

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

A PROFESSORA

 

Adão de Souza Ribeiro

Todos os dias são seus

Sei, não tem dia e hora

Seu amor vem de Deus

Sua dedicação só aflora

 

E na mão pedaço de giz

No coração uma cartilha

O aluno só a deixa feliz,

Missão nos olhos brilha.

 

A profissão tão sagrada

Faz dela a linda heroína.

E ela ministra a tabuada

Com habilidade genuína

 

Na sua lousa ela escreve

Seu sonho de professora

E com sua alma tão leve

Leva a vida promissora.

 

E ela tem o maior valor,

Nada melhor no mundo

Do que esse nosso amor

Como o afeto profundo!

 

Peruíbe SP, 15 de outubro de 2025.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

A MINHA SENHORA

 

Adão de Souza Ribeiro

Eu não sei o que

E fala com graça

Viver sem você,

Hora não passa.

 

E ela tem ciúme

Teme a sirigaita.

E sente perfume

Sua raiva é baita.

 

Ela cuida de mim,

Com muito afeto.

Não vi algo assim,

E diz: não presto.

 

Ela cuida de tudo

É muito tagarela.

Até fico confuso,

Mas eu adoro ela.

 

Ela foi o presente

Que Deus me deu

E foi para sempre

Ela veio lá do céu

 

Diz estar cansada

E que vai embora

E ela não vai nada

A Nossa Senhora!

Peruíbe SP, 08 de outubro de 2025.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

MEU SOFRIMENTO

 

Adão de Souza Ribeiro

Quantas noites em branco,

Com tantos sonos perdidos

Que eu tenho sofrido tanto

Na vida vazia, sem sentido.

 

Entre as mil juras de amor

Promessas não cumpridas.

E uma dor que não passou

A saudade, minha querida.

 

Os lindos planos desfeitos

Os sonhos agora apagados

Óh amor, será que há jeito

De voltarmos ao passado?

 

E não deixa sofrer a alma,

Pois ela vive de esperança.

E a felicidade bate palma,

Pois quem espera, alcança.

 

A casa chora em silêncio

O tempo clama sua volta.

A noite fria e sem alento,

O coração quer resposta.

 

O amor tem lá suas razões,

Meu frágil coração ignora.

Então sofro com grilhões.

Por isso peço: Volta agora!

 

 

Peruíbe SP, 07 de outubro de 2025.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

VESTIDO BRANCO

 

Adão de Souza Ribeiro

Você no vestido longo,

Tão branco como neve

Quero dançar o tango,

No bailar lindo e leve.

 

Com seu corpo esguio

Dava o ar de elegância

Mas o meu olhar vazio

A admira na distância.

 

Os seus cabelos negros

Embelezam os ombros.

Coração em dessossego

Apaixona, não escondo.

 

Com o rosto angelical,                   

Alegra todo ambiente.

O seu andar magistral

Deixa o corpo caliente.

 

Você no vestido branco

Mulher vestida de deusa.

Não me esqueço o tanto,

Que meu amor a deseja!

 

Peruíbe SP, 06 de outubro de 2025.

domingo, 5 de outubro de 2025

A PRISÃO

 

Adão de Souza Ribeiro

Amor, não me aprisione

Não me ponha cadeado.

E a felicidade tem nome,

Ela só foge por todo lado.

 

Vê que a minha alma voa,

Livre e ao sabor do vento.

O pensamento anda à toa

Desgarrado do seu tempo.

 

Deixa meu coração sonhar

Pois sem qualquer algema

Céu toca a vastidão do mar,

E faz da onda, lindo poema.

 

Mas se vida é para ser livre,

Não a prenda na sua gaiola

E solta é uma ave que vive,

O belo canto não tem hora.

 

Peruíbe SP, 05 de outubro de 2025.

 

AMADA MESTRA

 

Adão de Souza Ribeiro

Quando chegava na classe

Trazia consigo um sorriso.

Que sua alegria revelasse,

O seu amor como o aviso.

 

A aula tinha tanta leveza,

Aluno sentia hipnotizado.

Ela com sua doce beleza,

Tinha amor ao mestrado.

 

Com aluno muito peralta

Nunca alterava a sua voz.

Coração de mestra exalta,

E ser rude é algo tão feroz.

 

Ela ministrava aula de arte,

Sabia com maestria o ritmo

Fui um dos alunos. fiz parte.

Falo a verdade e não minto.

 

Hoje eu guardo sua imagem

Do tempo bom que eu vivi.

Seu nome não será miragem

É Marlene Pádua Salvajolli!

 

Peruíbe SP, 05 de outubro de 2025.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

A MULHER NUA!

 

Adão de Souza Ribeiro

 

Tira a sua roupa,

Deixa nu o corpo.

Com a voz rouca,

Eu fico tão louco.

 

Toca leve no meu

Sinta todo o calor

Eu a levo ao céu,

Na noite de amor.

 

Se de prazer grita,

Lua quieta ilumina

E quando se excita,

Sua alegria é divina

 

Quero sentir cheiro,

De todo suor em ti.

Sou o seu parceiro,

Neste doce frenesi,

 

Não tenha vergonha

De ficar aí toda nua.

O seu desejo sonha,

Com a nudez da lua.

 

Vou colher as pétalas,

No seu corpo em flor

De uma coisa é certa,

E sem você, nada sou.

 

E possuir você, quero

Sem qualquer pudor.

E num desejo eterno,

De tanto fazer amor!

 

Peruíbe SP, 03 de outubro de 2025.