Adão de Souza
Ribeiro
Me resta quanto tempo,
Pra vencer meu desafio
Contra a força do vento
Dura correnteza do rio.
E que ele não me traia
Não mate de repente.
Antes que a noite caia
Sem que a alma sente.
Quanto tempo me resta
Ainda para eu ser feliz
Morte espia pela fresta
Algo estranho me diz.
Luta está no meu sangue
Não estranha a braveza.
Por isso não se zangue
Não sofro de fraqueza.
Tempo que me espera
E há muito pela frente.
Mil flores e primavera
Amo a poesia e gente!
Peruíbe SP, 04 de
maio de 2025.
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