sexta-feira, 9 de maio de 2025

O MEU OFÍCIO

 

Adão de Souza Ribeiro

Como me alegra ser poeta,

Falar só de coisas tão belas

Lapidar palavra mais certa,

A tristeza no poema já era.

 

Expor sua alma no caderno,

Para que o leitor possa sentir

Em cada estrofe e cada verso

A sua tão desejada paz fluir.

 

Quantas noites fica acordado,

Em busca da correta inspiração

Lembrar da beleza do passado,

Que ele guarda no seu coração.

 

Fala da vida, amor e da natureza

Com calma o seu poema lapida.

Chora com saudade da princesa

Assim é seu mundo e sua vida.

 

Como ourives lapida a palavra

E para ele é o seu eterno vício

Antes que o seu dom se acaba.

Escrever é o meu maior ofício.

 

Dizem que sempre será imortal

Por idolatrar sua linda morena.

Sabe abrandar o seu vendaval

Ele é admirado pelo mecenas.

 

Peruíbe SP, 09 de maio de 2025

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