Adão de Souza Ribeiro
Mulher, canta uma cantiga
Qualquer e seja o que for.
Daquela bela e bem antiga
Que fala de nós e de amor.
A cantiga quero ouvir a voz
Que suave toca minha alma
E afugenta a saudade feroz
A dor no coração se acalma.
Não tem a métrica ou rima,
Pois isso pouco me importa
Canto é do lábio da menina
Faz saudade mudar de rota.
Quero te ouvir muito além
O som alegre do bandolim
Teu cantar me faz tão bem
Querida, não fuja de mim.
Amada, canta até a alvorada
Vem acordar os passarinhos.
Se eu te tocar não diga nada,
E não me deixa aqui sozinho.
Peruíbe SP, 01 de
maio de 2025.
Nenhum comentário:
Postar um comentário