Adão de Souza Ribeiro
Aquela dona porca,
De nome Filomena.
Tinha sua vida torta
Desde bem pequena.
Lá naquela pocilga
Contava vantagem
Mas a sua comida,
Era pura lavagem.
Não tinha coberta,
Nem mesmo cama
A coisa mais certa
Só dormia na lama
Ela tinha frescura,
Então você pasme.
Achava a gordura
Motivo de charme.
Modelo queria ser,
Na categoria plus.
E na passarela ver
Brilhar como luz.
E não tomava banho
Dente não escovava
O fedor era tamanho
Ninguém aguentava.
Acabou sua regalia
Numa manhã cedo
Para nossa alegria
Ela virou torresmo
Peruíbe SP, 09 de outubro de 2026.
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