Adão de Souza Ribeiro
Quero gritar seu nome
Para toda cidade ouvir.
Essa dor me consome
Não há remédio, elixir.
Amor não se brinca
Nem antes dos dez
E depois dos trinta
Como um qualquer.
Lembrar só apavora
E triste nem durmo.
O que eu faço agora
Me deixa sem rumo.
Ela veio de mansinho
E em mim fez morada
Hoje eu vivo sozinho,
Por aí, nesta estrada.
Seu nome em segredo
Às vezes, faz tão bem.
Acho que é tão cedo,
Guardar, o que tem?
Eu revelar ao mundo,
Quem é minha amada
Tira a dor em segundo
Depois não tem graça.
Peruíbe SP, 19 de
abril de 2025.
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