Adão de Souza
Ribeiro
Se eu morrer
de manhã
Traga um
gole de café.
Não conte a
minha irmã
Faça nela só
um cafuné.
Mas se eu
morrer de dia
E no meio de
sol quente
Eu sofro de
claustrofobia
Não chame muita
gente.
E se eu
morrer de tarde
Bem depois
do almoço,
Chame rápido
o padre,
Para benzer
meu corpo.
Se eu morrer
de noite,
Por causa de
um surto
Ou com golpe
de foice
Vê se deixa de
bruços.
Se morrer de
madrugada
Bem no
romper da aurora
Vá, chama
minha amada,
Corra e vê
se traga agora.
Peruíbe SP, 26 de abril de 2025.
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