quarta-feira, 30 de abril de 2025

AMOR, SENTA AQUI!

 

Adão de Souza Ribeiro

Meu amor, senta aqui

E vamos falar da vida

Do tempo que eu vivi

A saudade esquecida.

 

E da noite enluarada,

Nossa rua sem pressa

Brincadeira na calçada

Madrugas de conversa.

 

As palavras de carinho

A cabeça no meu peito

Sob o olhar do vizinho

Um amor com respeito.

 

E nós sentados na rua,

Contemplo a natureza

Vejo que na face sua,

Só irradia tanta beleza.

 

Relembrar do passado

O seu beijo escondido

De um abraço apertado

Que delicia, nem digo!

 

Peruíbe SP, 30 de abril de 2925,

sábado, 26 de abril de 2025

CONVITE FUNEBRE

 

Adão de Souza Ribeiro

Se eu morrer de manhã

Traga um gole de café.

Não conte a minha irmã

Faça nela só um cafuné.

 

Mas se eu morrer de dia

E no meio de sol quente

Eu sofro de claustrofobia

Não chame muita gente.

 

E se eu morrer de tarde

Bem depois do almoço,

Chame rápido o padre,

Para benzer meu corpo.

                                                  

Se eu morrer de noite,

Por causa de um surto

Ou com golpe de foice

Vê se deixa de bruços.

 

Se morrer de madrugada

Bem no romper da aurora

Vá, chama minha amada,

Corra e vê se traga agora.

 

Peruíbe SP, 26 de abril de 2025.

NOSSO NINHO

 

Adão de Souza Ribeiro

Mulher abre a porta

Deixa o amor entrar

Não mude sua rota

E venha ver o luar.

 

Não liga para vizinha

Ela não ter quer feliz

Venha ser só minha.

É o coração que diz.

 

Devagar tira a roupa

E mostra a sua alma

Quero sua voz rouca

O cheiro me acalma.

 

Pois o amor impera,

Não apague a chama

Deixa a porta aberta

Só diga que me ama.

 

O gemido de prazer,

Desliza no seu corpo

Até o dia amanhecer

De sonhar, fico louco

 

Eu lhe faço a mulher

E sem que você veja

Você grita que quer,

Ver longe a tristeza.

 

Eu beijo a sua boca

E sussurra baixinho

Numa alegria louca

Dorme nesse ninho.

 

Peruíbe SP, 26 de abril de 2025.

 

 

domingo, 20 de abril de 2025

TEMPO DE CRIANÇA

 

Adão de Souza Ribeiro

Quando eu era pequeno,

Lá bem na minha Terrinha

Eu brincava feliz no sereno

De manhã e de tardezinha.

 

Eu subia no pé de abacate

Fugia de picada de abelha.

Gostava do gado no abate

Fazia o que dava na telha.

 

Se deliciava na enxurrada,                  

Corrida de carro de rolimã

Se Cortar o pé são é nada,

Da menina eu sou seu fã.


Moleque com bola de gude

Turma do esconde-esconde

Na infância fiz o que pude

Tempo cadê você, responde.

 

A vida passa, saudade não

Na rua marcas da infância.

Eu sinto aperto no coração

Do meu tempo de criança!

 

Peruíbe SP, 20 de abril de 2025.

sábado, 19 de abril de 2025

QUEM É ELA?

 

Adão de Souza Ribeiro

Quero gritar seu nome

Para toda cidade ouvir.

Essa dor me consome

Não há remédio, elixir.

 

Amor não se brinca

Nem antes dos dez

E depois dos trinta

Como um qualquer.

 

Lembrar só apavora

E triste nem durmo.

O que eu faço agora

Me deixa sem rumo.

 

Ela veio de mansinho

E em mim fez morada

Hoje eu vivo sozinho,

Por aí, nesta estrada.

 

Seu nome em segredo

Às vezes, faz tão bem.

Acho que é tão cedo,

Guardar, o que tem?

 

Eu revelar ao mundo,

Quem é minha amada

Tira a dor em segundo

Depois não tem graça.

Peruíbe SP, 19 de abril de 2025.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

AMOR COVARDE

 

Adão de Souza Ribeiro

 

Eu fui um covarde

Não lutei por você

Mas agora é tarde

E sofrer para que?

 

Declarar em sonho

Só passa de utopia

Então eu proponho

Muda esta fantasia

 

A vida não espera

O que você perdeu

Filho, pensa: já era.

Seu amor foi ao léu

 

O amor ficou adulto

Hoje já está casado,

E esse querer é puro

Esquece seu passado.

 

Ó meu querido poeta

Vê se muda de rima.

A paixão é uma festa

Um dia a vida ensina.

 

Guarda meu conselho

Do fundo do coração.

Sofrer faz ficar velho

Não sofra mais não!!

 

Peruíbe SP, 17 de abril de 2025.