segunda-feira, 2 de junho de 2025

TU ME IGNORAS

 

Adão de Souza Ribeiro

Por que não me quer

Se eu te quero tanto.

Se és a minha mulher,

Que eu te quero tanto.

 

Por que tu me evitas,

Foge do meu abraço.

Se te dou minha vida

De amor te satisfaço.

 

Por que tu me ignoras

E finge que não me vê,

Mas eu não vejo a hora

De parar de tanto sofrer.

 

Por que me faz o ciúme,

Se eu fico deveras triste.

Sinto cheiro do perfume

Mas amor sincero existe.

 

Por que não dá teu beijo

E os teus lábios sedentos

Sacia estes meus desejos

Pois, amor, não aguento.

 

Por que tu não me tocas,

E nem sentir o teu corpo.

Este teu suor me provoca,

Sem ti, morro de desgosto.

 

Peruíbe SP, 02 de junho de 2025.

domingo, 1 de junho de 2025

MINHA INFÂNCIA

 

Adão de Souza Ribeiro

Por onde anda minha infância

Que já há muito tempo se foi?

Ela era menina com elegância

Hoje só lembrança, como dói.

 

Eu sinto falta das brincadeiras

Dos namoricos só de mentira.

E da batata doce na fogueira.

Ia beber muita água na bica.

 

Eu correndo alegre pela rua,

Brincar de tudo e pula corda,

Pensar que a alegria perpetua

E não sonha, menino, acorda

 

Infância, eu escrevo no verso

Tudo que sempre sinto por ti

Se de saudade eu vivo imerso

É pelos bons tempos que vivi.

 

Infância, porque fui te deixar,

Tua doce falta aperta em mim

E sei, um dia eu volto para lá,

Como é belo eu te amar assim.

 

 Peruíbe SP, 01 de junho de 2025.

sábado, 31 de maio de 2025

O DESAPEGO DE AMAR

 

Adão de Souza Ribeiro

Preciso desapegar de você

Esquecer o seu belo rosto.

E deixar sempre de sofrer

Mudar o desejo e o gosto.

 

Preciso só gostar de mim,

Só dar valor ao que é real.

Que sem você não é o fim

Que nem tudo é vendaval.

 

E o passado é o seu lugar

O coração quer ser feliz.                                         

Assim como sente o mar

Aqui, acolá ou em Paris.

 

Sua imagem me apavora

Tira todo o meu sossego

Por isso, não vejo a hora

De me livrar desse apego.

 

Eu te quis, tenho certeza,

Mas você só me despreza

E não quis ser a princesa.

Mulher, mas agora já era.

 

 

Peruíbe SP, 31 de maio de 2025.

quarta-feira, 28 de maio de 2025

AMOR ETERNO

 


                                                                                                     Adão de Souza Ribeiro

 

O amor nunca morre

Apenas vira saudade,

Para o menino pobre

Da pequenina cidade.

 

Amor cheio de timidez

Com medo de declarar

Um querer com altivez

De quem só sabe amar.

 

Amor surge a toda hora

Desenha a todo momento

Como o romper da aurora

A beijar um rosto sedento

 

Amor só pode ser eterno,

Quando desejo se realiza.                             

E se transforma no verso

Que não vive só de brisa.

 

Amor é algo tão sublime

Que na vida tudo supera

Nada há que se exprime,

O sonhar e essa quimera!

 

Peruíbe SP, 28 de maio de 2025.

sábado, 24 de maio de 2025

A CANÇÃO

 

Adão de Souza Ribeiro

Quero escrever uma canção,

Que fale da beleza do campo

E que acalma o meu coração

Que não me faça sofrer tanto.

 

O verso retrata a esperança,

Cada estrofe embala a vida.

A melodia se torne a dança

Na noite solitária e tão fria.

 

Estrofe sem qualquer rima,

Usar uma frase assim atoa

E na simplicidade exprima

Vida é breve, o tempo voa.

 

Canção em forma de poema

Só para alegrar a madrugada

Que tire deste peito o dilema

De eu sofrer tanto por nada.

 

Peruíbe SP, 24 de maio de 2025.

quarta-feira, 14 de maio de 2025

CHEIRO DE MULHER

 

Adão de Souza Ribeiro

Menina corre e vem cá,

Chega mais perto de eu.

Que eu quero te abraçar

E roubar só um beijo teu.

 

Quero sentir teu cheiro

E tocar este teu corpo

E no querer derradeiro

Para sonhar ser moço.

 

E deita neste meu colo,

Vou acariciar teu cabelo

Se não vier então choro

Te cuido com tanto zelo.

 

Quero ver nos teus olhos

Um olhar lindo e sensual

No sorriso todos atalhos,

De linda aurora boreal.

 

Faz de mim o que quiser.

Pois de você eu só desejo

Este teu cheiro de mulher

Se eu acordar bem cedo.

Peruíbe SP, 14 de maio de 2025.

terça-feira, 13 de maio de 2025

DO OUTRO LADO

 

Adão de Souza Ribeiro

Diga, quantas facetas,

Tem a linda borboleta

E os mistérios da vida,

Alguém vê se explica.

 

E o mundo do além,

Da nossa imaginação

Sei que um dia vem,

Quer queira ou não.

 

O que se tem acolá

Que não tem aqui.

Por favor, conta vá

Não vou sair daqui.

 

O que diz a ciência

E também o bispo.

Diante da crença.

Bem lá no infinito.

 

E se do outro lado

Chegar de repente

Quero dar abraço,

Em meus parentes.

 

Peruíbe SP, 12 de maio de 2025.